Dr. White Hat

Proxy – Navegando por Procuração

Outubro 31, 2008 · 1 Comentário

Num passado não muito distante…

Quando a internet começou a se popularizar, lá pela década de 80/90, a velocidade da última milha (da nossa casa até a operadora de telecomunicações) girava em torno de 33Kbps a 56Kbps, com acesso por linha discada e navegar na internet era um exercício de paciência. Se essa conexão fosse compartilhada por vários micros, numa pequena empresa, por exemplo, aí virava prova de admissão para um templo budista. Só sendo muito zen…

Hoje as coisas mudaram. Qualquer um pode ter na sua casa, uma conexão de banda larga (Velox, Speed, etc) de alta velocidade (?). Uma banda larga mínima gira em torno de 300 Kbps o que já é algo em próximo de 10 vezes à velocidade da linha discada. Conexões de 1 Mega (1000 Kbps) são relativamente acessíveis para se ter em casa enquanto que nos anos 90, navegar com essa velocidade era privilégio de poucos funcionários de provedores de internet. Você acha muito!? No Japão, a velocidade mais comum para banda larga é 100 Megas! Isso, aqui no Brasil, ainda é a velocidade da maioria das redes locais.

Entendendo a Função Cache

Voltando aos anos 90, para agilizar a navegação e preservar a banda (uso do link), usávamos o Proxy (traduzindo literalmente, procurador ou aquele que possui uma procuração), cumprindo a função de cache (memória intermediária).

O Proxy nada mais é do que um software que serve de intermediário entre o micro do usuário e a internet. Quando um usuário acessa uma página da internet, ao invés de estabelecer uma conexão direta com o servidor web, ele tem sua requisição encaminhada para o proxy e este faz a conexão em seu lugar. As páginas que retornam do servidor web, são recebidas pelo proxy e encaminhadas para o usuário, armazenando uma cópia na sua cache. Se qualquer outro usuário da rede (ou o mesmo usuário) quiser acessar a mesma página, o proxy retorna a cópia armazenada na sua cache, evitando o acesso à internet. Com isso, o tráfego para internet é reduzido e a resposta ao usuário é mais rápida.

Funções Agregadas

Como todas as requisições de acesso à internet passando pelo proxy, novas funções foram agregadas e ele passou a ser utilizado também para monitorar e restringir o tipo de conteúdo que pode ou não ser acessível aos usuários da rede.

Com a velocidades dos links disponíveis atualmente, o proxy passou a ter mais importância pelo controle de acesso à internet, do que propriamente pela sua função inicial de cache.

Com a proliferação de ataques de vírus, worms, trojans e outras pragas, a filtragem de conteúdo acessíveis aos funcionários de uma empresa passou a ser uma questão de segurança. Muito desses incidentes estão relacionados a acessos a sites de pornografia ou softwares piratas.

Outro aspecto importante no uso do proxy é a redução do desperdício de tempo gasto pelos funcionários, ao acessar sites que não tem nenhuma relação com o desempenho de suas atividades profissionais.

A filtragem de conteúdo é feito pela busca por palavras chaves, na maioria das vezes pela URL (endereço) dos sites. Geralmente costuma-se utilizar uma blacklist (lista negra) que contém os endereços ou palavras chaves que negam os acessos. Algumas vezes, sites são bloqueados indevidamente por conter palavras da blacklist, o que torna necessário o uso das whitelist (lista branca) com a relação de sites explicitamente permitidos.

O controle de acesso também pode implementado segundo duas formas de abordagem distintas: “tudo que não for explicitamente proibido, é permitido” ou “tudo que não for explicitamente permitido, é proibido”. Isso depende dos requisitos de segurança (ou tirania :) ) da empresa.

Desvio de Função

Quando um usuário acessa um servidor web, ele pode obter uma série de informações sobre ele . Como toda requisição de página é feita pelo proxy em última instância, ele também pode ser usado para fins de preservação da privacidade do usuário. Para todos os efeitos, quem está conectando no servido web é o proxy e não o usuário. Mas ainda assim, não são todos os proxies que “escondem” totalmente essas informações. (leia mais no meu artigo Entre na internet e te direi quem és)

——

Adicione um comentário.

Categorias: internet · privacidade · segurança

1 resposta Até agora ↓

  • Mr. Plateu // Fevereiro 9, 2009 às 4:34 pm | Responder

    Gostei muito no youtube tem um video que demonstra isso na pratica xD . Até certa vez eu achava que a função do proxy era somente de dar privacidade ao usuario por exemplo camuflando o endereço dele. Muito legal mesmo pelas informações não sabia que em 1990 já tinha internet no Brasil ¬¬ (se você tá falando né). Muito legal estou no aguardo de novas postagens.

Deixe um comentário